terça-feira, 28 de maio de 2013

I don't care about you.

O medo de fazer a pergunta. A tal pergunta que muda tudo. E quando recebemos a resposta choramos. Ou de felicidade. Ou de dor. Neste caso, a pergunta nem foi feita, a resposta foi simplesmente dada. E foi como uma facada, um aperto. Como se de súbito a morte parece-se paz comparada com esta dor. A barriga anda às voltas, os olhos ardem e as lágrimas querem sair e vir apagar o fogo. Mas eu não deixo. Não. Não vais levar a tua avante, não vou deixar que te sintas superior. Por mais vazia que me sinta, por mais nódoas negras que o meu coração tenha, não vou voltar para a cura. Não vou voltar para a causa. Duro veneno que causa a dor e a cura. Marcas o passado, arruinas o presente e decides o futuro. Esperar, mas para quê esperar?! Eu sei o que quero, mas o que tu queres é brincar. Brincar com corações, tratar as meninas como se fossem meras bonecas. Mas qual é o objetivo? Ai o medo volta e esconde a pergunta. Atira-a para o quanto mais obscuro da mente, temendo a dura solução...

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